Publicado por: Gisele Hammerschmitt em: Maio 6, 2008
Ao analisar a estrutura dos atuais textos da Web, é possível identificar algumas características enquanto a sua escrita, pontuação e forma de leitura. Por exemplo, no canal de cinema do portal G1, em uma matéria sobre o filme “O Homem de Ferro”, percebe-se que o texto foi idealizado para conter hipertextos, porém não contém ligações semânticas.
Apesar de apresentar links para outras matérias relacionadas ao conteúdo, estes links são dispostos de forma “isolada”, em um bloco separado do texto, geralmente feitos a partir dos títulos das matérias, não fornecendo, desta forma, integração com o conteúdo.
Esse tipo de hipertextualização não semântica é, de certa forma, ineficiente, pois não estimula o leitor à descoberta, uma vez que “joga” a sua a matéria inteira, sem fazer uso de artifícios que instiguem a curiosidade do leitor.
Porém esse tipo de organização não é uma regra, ou ao menos esta deixando de ser. No mesmo canal, em uma matéria sobre “A Volta de Christina Ricci aos blockbusters de Hollywood”, que apesar de apresentar, de modo geral, uma estrutura semelhante a outra matéria, tras uma ligação semântica no corpo do texto, e por mais que seja somente uma, é um indício de que a formulação de textos com hipertextualização semântica é o caminho a ser seguido por todos os portais, canais e afins, tendo em vista que esse tipo de estruturação tem mais aproveitamento por parte do leitor.