Gisele Hammerschmitt

Tipos de Interface

Publicado por: Gisele Hammerschmitt em: Maio 28, 2008

Por Daniel, Gabriela e Gisele

Interfaces Amigáveis:

As interfaces amigáveis são aquelas que têm como principal função diminuir a fadiga do usuário enquanto visita uma página na Web. Essa fadiga pode ser tanto física quanto mental, e para que esta não apareça são utilizados três processos básicos:

- A informação a ser exibida deve ser organizada de forma que o usuário consiga perceber o que é de seu interesse rápida e facilmente. Esse, portanto, é o processo que trabalha com a percepção, e pode ter seus resultados bem sucedidos com o uso de cores e formas diferentes, luminosidade variada, informações piscando ou se movendo pela tela, vídeo, som, etc.

- Da mesma forma, a preocupação com a estrutura é fundamental para adquirir, organizar e recuperar dados. Esse é o estudo do conhecimento. O número de opções oferecidas ao usuário e o vocabulário utilizado também devem ser observados segundo esse processo.

- Os mecanismos para a resposta do usuário devem ser adequados para cada situação. Esse é o processo motor, que ocorre quando o usuário já recebeu, organizou e decidiu responder através de uma ação física.

Para projetar interfaces amigáveis deve-se tomar o cuidado de explorar ao máximo as capacidades humanas sem esquecer de respeitar as limitações de cada um.

A amigabilidade enumera vários níveis de consistência em interfaces, em que os aspectos semelhantes devem agir de forma semelhante, tornando os elementos de uma interface generalizados e de maior entendimento do usuário. Além disso, deve-se dar grande importância aos erros: verificando-os, recuperando-os, prevendo-os e desfazendo-os. O projetista deve analisar as facilidades que tornam a interface amigável, assim estará demonstrando preocupação com o usuário.

Exemplo de site amigável:

- http://tvglobinho.globo.com/

Interfaces Adaptáveis:

Interfaces adaptáveis são aquelas em que os usuários podem modificá-las e adaptá-las para melhorar seu aproveitamento e entendimento. Suporta diferentes estilos de interação, facilitando o aprendizado. Essa adaptação pode vir da modificação do usuário para a interface ou da interface para o usuário.

Quando se trata da adaptação do usuário à interface necessita-se de um projeto para que os mais diferentes tipos de pessoas consigam acessar de forma prevista o conteúdo estabelecido, diminuindo a probabilidade de erros na navegação do site. Ou então, um treinamento para que estes não sintam restrições quanto ao uso coletivo da forma como é apresentada, antecipando possíveis erros e possibilitando a correção de maneira mais fácil.

Para um melhor treinamento do usuário quanto à interface é necessário analisar quais as características que influenciam o desempenho do usuário, como as suas diferenças e modos de interação com a interface, e o seu replanejamento a partir dos dados obtidos. A análise individual e coletiva desse público, classificando-os de forma a estabelecer classes específicas de acordo com a proximidade de informações recolhidas. É importante que se faça um sistema de treinamento, onde ensina o usuário a lidar com a interface, o que e como fazer  para atingir seus objetivos, esta tática diminui possíveis erros e ambientaliza melhor o usuário à interface. Entretanto, para que o sistema funcione de maneira eficiente, é necessário que o usuário abandone o sistema de treinamento com seu aprendizado concluído e passe a atuar de maneira efetiva no sistema comum.

Tem-se a aprendizagem automática como um dos tipos de treinamento, pois a capacidade própria de aprendizado do usuário é explorada no momento em que o mesmo segue seu ritmo e um sistema controla os avanços e retrocessos feitos por este. É uma forma de ajuda que o próprio usuário busca quando se necessidade e propicia melhor adaptação ao sistema, pois é próprio e característico. Esta ajuda pode mostrar caminhos e dicas, de maneira ampla, sem fins específicos para os objetivos do usuário. Porém a ajuda tem que se limitar a facilitar a aprendizagem e não ao aborrecimento, através de interrupções no processo em andamento. Sendo assim, o controle de tais recursos vindo de quem necessita e no momento que necessita, tornando uma prática coletiva mais individual. Pode ser eficiente se houver a motivação do usuário para procurar ajuda e que este tenha reconhecimento da existência de tal.

Exemplos de sites com adaptação do usuário à interface:

- http://www.inr.pt/content/1/34/ajuda-sitio

- http://www.hays.pt/site-help.aspx

A relação de adaptação interface/ usuário pode ser estabelecida pelo próprio usuário, ou pelo sistema. Quando feita pelo usuário, este adapta ao seu gosto pessoal, entretanto, precisa conhecer a interface para saber o que pode modificar e como fazer, além de estar motivado e com tempo para essas modificações. Outras propostas de ajuste da interface a características pessoais podem ser consideradas, como a participação do usuário no desenvolvimento e o uso de protótipos que são construídos e colocados á disposição dos usuários para que sejam testados e sejam sugeridas alterações.

Quando essa relação é estabelecida pelo sistema, as interfaces devem assumir e resolver alguns problemas que são resolvidos pelo usuário, incorporar inteligência, sempre buscando beneficiar o usuário através de uma análise do seu comportamento, proporcionar exemplos concretos sobre os quais o usuário atua, em lugar de ter que tratar com abstrações, como variáveis, estruturas de controle, etc.

Exemplos de sites com adaptação da interface ao usuário:

- http://www.gconci.biz – (usuário sem muito conhecimento)

- http://wordpress.com – (usuário com mais conhecimento do código)

- http://www.orkut.com – (feita pelo próprio sistema).

Interfaces Personalizadas:

Interfaces personalizadas são aquelas que se ajustam em um ou mais dos muitos aspectos significativos que os usuários diferem entre si. Precisam ser dinâmicas, pois, as características dos usuários se modificam ao longo do tempo, à medida que criam prática no manejo ou conhecimento sobre como usar o sistema. Desta forma espera-se um melhor desempenho das interfaces personalizadas do que das adaptáveis.

Esta interface deve ser capaz de inferir constantemente informações a respeito do usuário ou de sua interação com a máquina, afim de que estas informações sejam usadas inteligentemente para ajustar a interface ao usuário. A implementação deste tipo de interface requer pesquisa, pois, aspectos interessantes podem não ser considerados por desconhecimento.

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Quem é?

Gisele Hammerschmitt tem 19 anos estuda Comunicação Digital na Unisinos em São Leopoldo/RS.

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